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Friday, October 19, 2012 at 10:45:00 PM

Curso de Formação de Mergulhadores de Segurança Pública – Nível I – (Public Safety Diver – Level I)

A NAUI é uma das poucas agências de treinamento que desenvolveu o programa para capacitar profissionais envolvidos na área de segurança pública em geral. Alguns Instrutores da NAUI no Brasil, já estão qualificados e autorizados a ensinar este curso. A lista destes instrutores pode ser obtida junto ao escritório da NAUI MERCOSUL, no Brasil (www.naui.com.br) . Este curso é uma certificação de educação continuada para mergulhadores autônomos já certificados. Os alunos graduados com sucesso estarão capacitados, em ambientes aquáticos ou subaquáticos, para: - realizar busca por pessoas perdidas - analisar, coordenar e executar atividades de mergulho para resgatar e recuperar vítimas, veículos ou outros tipos de evidências criminais - auxiliar as autoridades judiciárias e investigadores em tarefas de elucidar crimes ou acidentes. Este curso é apropriado para mergulhadores que: - Desejam um treinamento adicional. - Policiais Federais. - Policiais Civis estaduais. - Policiais Militares envolvidos em áreas de resgate. - Bombeiros Militares. - Bombeiros civis. - Membros das forças armadas. - Guardas Municipais. - Voluntários em ações de resgate ou policiais. QUEM PODE ENSINAR Este curso pode ser ministrado por um Instrutor NAUI em Status Ativo, e que atenda aos seguintes requerimentos: - Tenha completado um Programa de Instrutor para o Curso Formação de Mergulhadores de Segurança Pública – Nível I - Seja autorizado pelo Departamento de Treinamento da NAUI. - Seja especializado para ensinar Advanced Scuba Diver e Rescue Diver NAUI. PRÉ-REQUISITOS PARA ENTRAR NO CURSO - Certificação de Mergulhador Autônomo níveis : . Básico (Scuba Diver) NAUI, ou de agência reconhecida . Avançado (Advanced Scuba Diver) NAUI . Resgate (Rescue Diver) NAUI . Primeiros Socorros e RCP (First Aid & CPR) - Caso seja mergulhador e ainda não tenha certificação, poderá passar pelo programa MERGULHADOR EXPERIENTE NAUI e demonstrando as competências de cada curso, e tendo aproveitamento mínimo de 75% nas provas teóricas respectivas, pode ser admitido no curso. - Experiência mínima comprovada de 25 mergulhos. - Idade mínima 18 anos. - Ser avaliado e aprovado nas técnicas de controle de flutuabilidade. - Treinamento em Primeiros Socorros válido : 2 anos . REGRAS DO CURSO - Não são permitidos mergulhos em ambiente de “teto”. -Não são permitidos mergulhos com descompressão obrigatória. - Este curso deve incluir pelo menos 8 mergulhos em águas abertas e um tempo total mínimo de 300 minutos. - É exigido um mínimo de 12 horas de treinamento em águas confinadas. - Este curso poderá ser combinado com o Curso NAUI NITROX RECREATIONAL DIVER (máximo EAN 40). Neste caso será acrescido o tempo em horas do referido curso. - Durante o curso, o planejamento deverá, obrigatoriamente, ser feito com o uso de tabelas de descompressão, independentemente do uso de computadores. - É obrigatória a utilização da “Regra do Meio” (para mergulhos mais fundos do que 12 metros) e da Parada de Segurança nos demais mergulhos. EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS - Equipamento básico completo adequado para as condições locais do treinamento (inclusive uso de roupa úmida ou seca) - Colete Equilibrador, com d´rings para os acessórios. - Um cilindro de alumínio ou aço com capacidade mínima de 2.000 litros. - Regulador completo com primeiro estágio, um segundo estágio principal e um segundo estágio de back up (octopus). - Profundímetro e cronômetro, ou Computador de mergulho. - Bússola subaquática. - Faca pequena ou do tipo “Z” (ZKife). - Duas lanternas (para as atividades de mergulho noturno) - Sacos Elevatórios “lift bags”. - Sinalizador de superfície tipo “deco mark”. - Carretilha ou spool - Cabos e bóias de superfície. RAZÕES ALUNOS POR INSTRUTOR Para este nível de treinamento o limite máximo é de 8 alunos por instrutor. Para cada assistente certificado em Status Ativo, mais 2 alunos serão permitidos em cada sessão ou mergulho. REQUERIMENTOS ACADÊMICOS Ciências Aplicadas - Revisão geral dos pontos mais importantes de física e fisiologia Segurança no Mergulho - Reboque na superfície. - Subida livre de emergência controlada. - Subida com octopus compartilhando gás com o dupla. - Resgate de mergulhador inconsciente do fundo. - Consumo de ar e regra da “Reserva”. - Sistema de duplas - Cabo de vida Tabelas de Mergulho - Tabela NAUI/US Navy - Tabela RGBM - Regra do Meio Ambiente de Mergulho - Água doce x água salgada - Enroscos - Correntes e marés / Enchentes - Variações térmicas da água / termoclinas - Ambiente de teto Orientação Natural e por Instrumentos - Segundo conteúdo mínimo do Curso Advanced Scuba Diver NAUI Mergulho Profundo - Segundo conteúdo mínimo do Curso Advanced Scuba Diver NAUI Técnicas de Busca e Recuperação - Segundo conteúdo mínimo do Curso Advanced Scuba Diver NAUI Mergulho Noturno - Segundo conteúdo mínimo do Curso Advanced Scuba Diver NAUI Mergulho sem visibilidade - Técnicas de sem visibilidade. - Cuidados necessários. - Comunicação subaquática tátil; pelo cabo de vida. - Situações de emergência. Matérias de Resgate - Revisão dos procedimentos de RCP. - Composição da equipe de mergulho. - Gerenciamento de Acidentes / Lidando com o Stress. - Avaliação de Cenário: avaliação de risco e isolamento da área. - Remoção, transporte e evacuação de vítimas. - Registro e informação dos dados após a atividade. Matérias de Segurança Pública - Sincronismo com as forças de segurança pública no local do evento. - Atendendo as necessidades de Polícia Judiciária. - Preservação de local de crime. - Uso da fotografia subaquática para registro de cena de crime. - Coleta de provas. - Seleção e identificação de testemunhas. - Tratamento com familiares de vítimas e imprensa.
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Wednesday, September 19, 2012 at 10:26:00 PM

O CURSO DE MERGULHO EM NAUFRÁFIOS EXPLORAÇÃO EXTERNA NAUI

Este treinamento está disponível nas Escolas de Mergulho da NAUI no Brasil, e pode ser conduzido por um Instrutor NAUI autorizado e em status ativo. Se você é um mergulhador que já tem alguma experiência e quer se especializar enquanto aumenta suas habilidades de mergulho, se qualificar a mergulhar em novos locais de mergulho e se divertir, este é o curso ideal para você. Para participar você precisa ser certificado mergulhador Advanced Scuba Diver NAUI ou equivalente em outra agência certificadora. O curso consiste em pelo menos dois mergulhos em águas abertas em ambiente de naufrágios, sendo proibida a entrada no ambiente de teto, nunca ultrapassando os limites de “não descompressão”. Você revisará as habilidades básicas, o ambiente subaquático, navegação, planejamento de mergulho e todos os procedimentos de segurança. Na conclusão do curso, você será certificado como um Mergulhador de Naufrágios NAUI – NAUI External Survey Wreck Diver, e será considerado competente a mergulhar em áreas externas de naufrágios dentro dos limites de não descompressão. O mergulho em naufrágios tem diferentes significados para diferentes pessoas. Algumas procuram o desafio de mergulhar em pequenos barcos em mar aberto. Outros estão interessados nas incontáveis variedades de vida marinha que fizeram dos navios naufragados sua casa. Outros, ainda, simplesmente desfrutam a majestosa beleza do naufrágio. O fotógrafo submarino nunca sacia sua sede por novos objetos. Os arqueólogos subaquáticos perseguem o conhecimento. Alguns apenas querem ver por quantos naufrágios conseguem mergulhar. A maioria fica fascinada ao perceber que o mergulho de naufrágio nunca fica tedioso ou rotineiro. Cada mergulho é diferente, excitante, desafiante e satisfatório. Não há um meio certo para mergulho de naufrágio - uma grande variedade de técnicas são igualmente aceitáveis. Há, no entanto, modos errados. Estes são sempre procedimentos e técnicas deficientes aplicados por mergulhadores destreinados. O treinamento correto é nossa arma para eliminar estas técnicas deficientes. Este livro irá introduzir práticas prudentes em mergulho de naufrágio para aqueles que desejam começar uma jornada fascinante. Nem todos os mergulhadores experientes podem concordar com tudo neste livro. Esta é uma tentativa de apresentar uma visão das disciplinas básicas e das várias técnicas em uso. Isto não significa desmentir outras técnicas. Ele é preferencialmente uma ajuda aos iniciantes em mergulhos de naufrágio para desenvolverem suas técnicas e procedimentos específicos que melhor se adaptem a seus níveis de habilidade, seu ambiente de naufrágio e seus objetivos de mergulho. O material usado neste treinamento não intenciona ser uma única fonte, esgotando o assunto. Ele deve ser usado para facilitar discussões e o treinamento em seu Programa Especial de Treinamento em Mergulho de Naufrágio NAUI. Usado em um curso com seu Instrutor NAUI, o material NAUI irá prepará-lo corretamente para iniciar sua carreira em mergulho de naufrágio. Atualmente existe uma vasta bibliografia para referência de leitura, para maiores e mais detalhadas informações sobre o assunto. A sua Facility NAUI local pode ajudá-lo a consegui-los.
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Tuesday, September 18, 2012 at 10:15:00 PM

CONFIGURAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS PARA O MERGULHO TÉCNICO

CONFIGURAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS - NTEC. O equipamento e sua configuração podem ser a seção mais importante e controversa do treinamento técnico. A configuração para o mergulho técnico necessita adicionar artigos fundamentais para a realização de determinados mergulhos de modo que não interfiram e nem alterem a configuração existente. Mergulhar com uma configuração consistente permite uma resposta segura e rápida de todos os membros da equipe todas as vezes que lhe for solicitado. Ou seja, ajuda não somente a resolver problemas, mas também a impedi-los. O equipamento precisa funcionar como um sistema único e seguro dentro d’água. A preferência individual é secundária às necessidades de uma equipe. O que você está usando atualmente pode ou não ser apropriado para o uso em equipe e finalmente isso não pode comprometer a segurança. A uniformidade é importante para as mesmas respostas, por exemplo, em uma emergência com qualquer membro da equipe permite a mesma resposta por todos. Mergulhar com a mesma configuração permite a mesma resposta a todos os membros da equipe devido à familiaridade. A uniformidade é importante para as mesmas respostas, por exemplo, em uma emergência em quaisquer membros da equipe. Em outras palavras, ajuda não somente resolver problemas impede-os e contribui à segurança total. A seleção do equipamento não deve ser inadequada, baseada apenas no custo e na disponibilidade dos equipamentos. Configurar o equipamento corretamente pode requerer um investimento adicional A configuração do equipamento deve acomodar a adição dos artigos necessários para um mergulho particular de modo que não interfiram e nem alterem a configuração existente. “Just Do It Right!" - NAUI Technical Trimix '97. A Divisão de Mergulho Técnico NAUI inventou essa frase que desde então vem sendo usada por mergulhadores técnicos no mundo todo. Baseada na “Lei de Hick” a configuração minimalista relaciona o tempo que se leva para tomar uma decisão conforme se aumenta o número de alternativas e opções. Na linha de raciocínio da configuração técnica deve sempre prevalecer a simplicidade e confiança e sempre estar aberta as novidades tecnológicas. Entretanto, uma coisa sempre existirá, haverá sempre novos equipamentos e novos argumentos que levarão você a refletir sobre o uso ou não em sua configuração. DOS EQUIPAMENTOS O REGULADOR de primeiro estágio. Tem o objetivo de reduzir a pressão do gás dentro do cilindro scuba para aproximadamente 140 psi acima da pressão ambiente, chamada de pressão intermediária ou estágio interno. Um primeiro estágio terá um pistão ou diafragma interno que sente a pressão externa e a transmite para um mecanismo de válvula, que pode ser balanceada ou não. Uma válvula balanceada não é afetada pela pressão do cilindro, ao passo que isto ocorre com a válvula não balanceada. A inspiração torna-se mais difícil em pressões baixas de fornecimento quando se está respirando com um primeiro estágio não balanceado. A saída de alta pressão (em qualquer primeiro estágio) desvia a redução de pressão do primeiro estágio para que uma linha HP ou sensor de alta pressão possa fornecer a pressão do conteúdo do cilindro para um manômetro ou computador de mergulho integrado. Um primeiro estágio com duas saídas de alta pressão e quatro saídas de baixa pressão é mais versátil do que uma unidade com menos saídas de gás. O REGULADOR de segundo estágio deve permitir que um mergulhador respire tão normalmente quanto possível embaixo da água ao permitir a inspiração do gás igual à pressão ambiente e a expiração do gás não utilizado com pouco esforço. Um segundo estágio deve apresentar baixo esforço de inspiração, baixa resistência à expiração, deve fornecer gás seco em qualquer altitude ou posição e não deve entrar em free-flow ou interromper sua operação. Há dois tipos básicos: design downstream (a favor do fluxo) e servossistema.. O REGULADOR PRIMÁRIO deve ser montado no cilindro do lado direito facilitando o compartilhamento de gás e, a saída da mangueira deve correr junto ao cilindro. A mangueira deve ser do comprimento suficiente para compartilhar gás com o seu dupla em um ambiente restrito (5-8 pés/1.5-2.5 metros para um adulto normal). A mangueira deve sair paralela ao cilindro, descer até um ponto de ancoragem na parte frontal do mergulhador (canister da lanterna ou faca na tira abdominal do harness) e a seguir deve subir em direção ao ombro esquerdo, passar por trás do pescoço e ser colocado na boca pelo lado direito. O REGULADOR SECUNDÁRIO deve ser montado no cilindro do lado esquerdo. Sua mangueira deve ser curta o suficiente para que seja dada uma volta ao redor do pescoço e o segundo estágio fique pendurado na altura da garganta atrás de elástico possibilitando que o mergulhador tenha acesso imediato sem a ajuda das mãos. O MANÔMETRO deve ser colocado no primeiro estágio do regulador secundário, conectado no cilindro do lado esquerdo, a mangueira deve sair paralela passando por debaixo do braço do mergulhador, sua mangueira deve ter um tamanho suficiente para alcançar o D-ring peitoral ou da cintura, do harness do lado esquerdo. O manômetro deve ser de metal por causa da resistência e durabilidade e não pelo plástico estar sujeito a quebra. A mangueira deve ser curta o suficiente para não ficar para fora do corpo do mergulhador, reduzindo assim o risco de enrosco. Os consoles de manômetro são volumosos e desnecessários. A capacidade dos CILINDROS é um dos principais fatores a ser analisado durante o planejamento, principalmente em mergulhos em ambiente de teto. Cilindros simples são usados preferencialmente em profundidades rasas e em mergulhos sem descompressão ou tetos. TORNEIRAS devem ser obrigatoriamente DIN, pois são mais seguras. Também, para o(s) cilindro(s) com a mistura de fundo, sua(s) capacidade(s) deve(m) ser apropriada(s) para o planejamento do mergulho e a taxa de consumo do mergulhador, assim como os cilindros de descompressão. Que também devem possuir um manômetro indicando a pressão do gás de descompressão. Todos os reguladores que irão trabalhar com uma FO2 elevada devem ser facilmente identificados e se possível possuir uma tampa que dificulte o uso equivocado. Agora, para se utilizar a Regras dos Terços, normalmente um cilindro de aço é requerido, portanto o mergulhador deve dar bastante atenção nessa fase do planejamento Aos candidatos a mergulhadores técnicos NAUI recomenda-se começar seu treinamento com uma válvula H em um único cilindro antes de graduar-se para utilizarem cilindros duplos com isoladores. Isto permitirá que o candidato torne-se proficiente na configuração técnica antes de adicionar mais equipamentos. Os MANIFOLDS são torneiras interligadas para cilindros duplos, alguns modelos possuem um isolador, no qual podemos isolar um dos cilindros em caso de emergência, essa versão com isolador é exigida no nosso treinamento. As torneiras devem ser obrigatoriamente DIN e preferencialmente com saídas para 300 Cilindros e reguladores devidamente limpos e compatíveis para o uso de determinadas misturas envolvidas no planejamento, com um sistema de manômetro para cada sistema de gás usado separadamente. Os CILINDROS DE DESCOMPRESSÃO, também chamados de "Stages" devem ser usados em qualquer treinamento que envolva descompressão real ou simulados. Não deve haver nenhuma conexão "metal com metal" em qualquer parte do equipamento; isto é, deve haver ao menos uma ligação que pode ser facilmente cortada com uma faca ou outra ferramenta de corte. Os cilindros de stage devem ser marcados com sua profundidade operacional máxima em números grandes e de fácil leitura, ao menos duas polegadas (5 cm) de altura, devem ser colocados na lateral do cilindro do lado exposto para os outros membros equipe. Similarmente, os cilindros de oxigênio devem ser etiquetados com a palavra "oxigênio" (ou equivalente na língua dominante). A introdução dos cilindros de descompressão deve começar com os cilindros pequenos antes de encenar com outros tamanhos maiores. Os cilindros de descompressão devem ser de alumínio e 40 pés cúbicos S40 (1 metro cúbico) geralmente é suficiente, porém um cilindro de 80 pés cúbicos S80 pode ser necessário em um mergulho mais profundo com trimix, por exemplo. Os cilindros de alumínio são recomendados por causa de suas características de flutuabilidade. O gás contido nos cilindros (Heliox vs. Helio vs. Trimix vs.EANx e/ou O2) afeta suas características de flutuabilidade e o equipamento dos mergulhadores. São equipados com mosquetões de aço inoxidável presos ao cilindro através de um cabo fixado no cilindro por uma abraçadeira na parte inferior e um laço preso ao gargalo do cilindro, possibilitando a liberação do cilindro com qualquer instrumento de corte caso seja necessário. A maneira que ele é preso ao mergulhador nunca deve ser totalmente de metal, deve haver uma maneira de ser removido em caso de emergência. Os cilindros de stage necessitam ser marcados com a profundidade máxima operacional como explicado anteriormente. Uma mangueira de 40 polegadas (1m) é o ideal para que o possa dar uma volta ao redor do pescoço e chegar à boca do mergulhador sem que o mesmo perca os movimentos de rotação da cabeça. Enquanto o cilindro de stage não estiver em uso, a mangueira do regulador deve estar fixada no cilindro através de elásticos diminuindo assim a possibilidade de enrosco. Os REGULADORES DOS CILINDROS DE STAGE devem estar pressurizados e fechados para que não seja perdido gás durante o mergulho sem que o mergulhador tenha conhecimento, todos os sistemas devem conter um manômetro inclusive os cilindros de stage. O HARNESS, também chamado de "Arreio" deve ser fabricado com uma tira única, sem emendas, que podem ser possíveis pontos de falha. A cinta entre pernas também faz parte do harness e deve ser fixada na parte inferior do back plate e através de uma alça deve ser travada na cinta abdominal do harness no momento da equipagem. A fivela da cinta abdominal deve ser descolada para o lado direito a fim de que a fita entre pernas não possa abri-lá acidentalmente. Uma faca pode ser colocada do lado esquerdo dessa fita, um ponto de fácil acesso em qualquer momento do mergulho. O BACK PLATE deve ser rígido, de preferência confeccionado em alumínio ou de aço inoxidável, pois fica mais estável e seguro, se comparado com os sistemas flexíveis (tipo Trans Pac ou IQ Pack). Back plates de alumínio são mais indicados para mergulhos em água doce, pois são mais leves. Um compensador de flutuabilidade tipo “ASA” é requerido e deve ser montado a um back plate rígido (inox ou alumínio). Um back plate rígido é altamente recomendado, se algum aluno preferir utilizar um sistema flexível (tipo Trans Pac ou IQ Pack) deve ser alertado que um sistema rígido é mais estável e seguro. As ASAS não devem ser muito grandes ou muito pequenas. 40 a 55 libras (18 a 25 quilogramas) são preferidas para a configuração de cilindros duplos. Um mergulhador deve começar com um equipamento bem equilibrado que lhe permita tratar de emergências se necessário. Existem algumas asas que são equipadas com amarrações que permitem que a mesma seja desinflada com rapidez, porém essas amarrações podem ser prejudiciais em outros quesitos por exemplo é comprovadamente um ponto de enrosco, em caso de furo na célula de ar ela irá rapidamente desinflar por inteira e em uma possível inflagem oral, será praticamente impossível ser inflada. O INFLADOR DA ASA deve ficar sobre o ombro esquerdo do mergulhador com um tamanho suficiente para ser manuseado com uma mão, essa mesma mão deve conseguir alcançar o nariz e a válvula de inflagem da roupa seca, pois essa mão pode ser responsável pelas três manobras simultaneamente. Deve também ficar atada a tira do harness através de um elástico, possibilitando uma fácil localização e uso. A mangueira de baixa pressão que será conectada ao inflador da asa deve estar unida ao inflador sobre o ombro, porém deve ser conectada ao regulador primário no cilindro do lado direito, pois se torna mais seguro, pois você tem sempre a certeza que terá ar para inflar a asa partindo do principio que você está respirando do mesmo regulador. A ROUPA DE EXPOSIÇÃO é uma parte critica do planejamento em mergulhos extremos. O mergulhador deve manter as propriedades térmicas corretas para a fisiologia e a descompressão serem eficientes. O tipo de roupa dependerá do perfil do ambiente e do mergulho. Às vezes, quando fizer um mergulho extremo em águas quentes pode ser benéfico utilizar uma roupa seca ou uma úmida de 5-7 milímetros onde normalmente uma roupa de 3 milímetros seria requerido.O tipo de roupa e de ambiente determinará também o tipo de cilindro. Se o mergulhador estiver usando uma roupa úmida, a melhor solução é a utilização de cilindros de alumínio, pois quando a roupa sofrer os efeitos da pressão o mergulhador não terá excesso de peso. Se o mergulhador estiver usando uma roupa seca, o mergulhador pode usar um cilindro de aço para ajudar a manter a flutuabilidade neutra, isso também pode depender da composição corpórea do mergulhador, alguns mergulhadores mesmo usando roupas secas podem ficar extremamente negativos ai a melhor opção é utilizar cilindros de alumínio mesmo com roupa seca. A roupa seca é recomendada quando utilizam cilindros de aço, além de propiciar um melhor isolamento térmico, serve como uma redundância do dispositivo de flutuação, já que os cilindros de aço são mais pesados e negativos em qualquer fase do mergulho. Existem algumas roupas que são fabricadas com um material menos positivo e que pode ser utilizadas com cilindros e alumínio. A escolha da roupa é um significativo item a ser analisado no momento do planejamento. A MANGUEIRA DO INFLADOR DE ROUPA SECA deve ser conectada ao regulador secundário e direcionado a válvula de inflagem correndo paralelamente ao cilindro e passando sob o braço. Caso a mistura de funda seja baseada em Helio, um cilindro extra deve ser adicionado ao sistema. A roupa seca pode oferecer muitos tipos de UNDERGARMENT (roupas de baixo) proporcionando algumas opções térmicas. A maioria dos fabricantes separa os undergarments em três escalas de temperatura; 35-60 graus Fahrenheit (1.7 -15.6 graus Celsius), 55-70 graus Fahrenheit (12.8 -21.1 graus Celsius) e mais 70 graus Fahrenheit (mais de 21.1 graus Celsius). Obviamente quanto mais fria for a água, maior a densidade do undergarment requerido, maior será a flutuabilidade. Para ocasiões extremas onde mesmo os cilindros de aços não são o suficiente, o uso de lastro em forma de V entre os cilindros é útil. È necessário treinamento para usar a roupa seca. O CANISTER DA LANTERNA PRIMÁRIA deve ser fixado do lado direito do mergulhador na cinta abdominal, dessa maneira o próprio tamanho do mergulhador e a asa fazem com que o canister fique dentro da configuração e não proporcione um maior arrasto. O sistema de luz é parte do seu peso e contra-peso e deve ser removido rapidamente se necessário. O lado direito é escolhido propositalmente, pois do lado esquerdo estão os cilindros de descompressão. As LANTERNAS DE RESERVA (duas), são montadas no harness do mergulhador. São clipadas com mosquetões nos D rings superiores e a base é presa através de um elástico deixando-a unida à fita, mantendo uma configuração limpa e um acesso fácil em qualquer fase do mergulho. A B;USSOLA deve ser colocada no braço, estes devem estar situados de acordo com a necessidade sem que sejam interferidos por outras atividades. No caso dá bússola, deve ser colocada no braço esquerdo, o inverso do scooter que pode interferir do funcionamento da mesma. PROFUNDÍMETRO E DISPOSITIVO DE TEMPO: O dispositivo de tempo e profundidade deve poder ser visualizado a todo o momento, portanto na mão direita. O corpo da MÁSCARA deve ser de silicone e de preferência preto para impedir que a luz da lanterna de outro membro da equipe transpasse pelas laterais e atrapalhe a sua visão. Em mergulhos mais profundos e ou em ambiente de teto, é uma boa prática carregar uma máscara de reposição. NADADEIRAS: é muito difícil executar as habilidades necessárias com nadadeiras com rachaduras na pala, além de oferecerem maior possibilidade de enrosco em cabos, assim é necessário critérios na escolha da mesma. As “molas” são mais recomendadas, pois também são mais difíceis de enroscar e ainda permitem um ajuste automático e eficiente. FERRAMENTAS DE CORTE: Facas e tesouras são essenciais para nos livrar de enrosco. Pelo menos duas ferramentas de corte, localizadas em pontos diferentes de modo que possam ser alcançadas com qualquer uma das mãos. Facas do tipo “Z” são fáceis de usar e eficientes para “buscar” e cortar cabos e linhas. Tesouras são indicadas para serem usadas em naufrágios, onde é provável encontrar com linhas de pesca multifilamento e cabos de aço. Cada mergulhador deve também estar equipado com: •Prancheta ou papel impermeável e lápis •Instrumento de corte / Faça de mergulho •Dispositivo de sinalização de emergência •Tabelas de mergulho anfíbias •Saco elevatório (Lift Bag) - exceto para o mergulho em cavernas- de no mínimo 23 kg (50 lb) e uma carretilha ou spool Seguindo esta forma de configuração, estamos minimizando a probabilidades de problemas e contemplamos o conceito de TIME. O Objetivo principal é ter um tempo de resposta mais acertado e menor, em qualquer situação de eventualidade dentro do ambiente de mergulho técnico .
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Thursday, April 19, 2012 at 10:01:00 PM

INTRODUÇÃO AO MERGULHO TÉCNICO

INTRODUÇÃO O mergulho técnico oferece muitas novas oportunidades como, mergulhos profundos 40m (130 pés), mergulhos além dos limites de “não descompressão”, uso de misturas gasosas, ambientes de teto físico, como, por exemplo, cavernas, penetração em naufrágios e mergulho no gelo, através dos diversos treinamentos oferecidos pelos instrutores NAUITEC. Nesse treinamento INTRO TO TECH NAUITEC, você será introduzido às configurações específicas, aos equipamentos e aos exercícios que são pré-requisitos para ingressar em qualquer curso de mergulho técnico da NAUITEC. Para isso requer treinamento diferenciado para fornecer qualificação especial. Algumas questões que devemos considerar, antes de optar pelo mergulho técnico são: 1. Você é disciplinado para o rigoroso mergulho técnico? 2. Você tem a dedicação necessária que o mergulho técnico exige? 3. Você tem habilidade necessária para esse tipo de mergulho? 4. Você tem experiência suficiente dentro da água? 5. Você se adaptou a configuração básica recomendada? Uma boa conduta é manter-se fisicamente condicionado para as demandas do mergulho técnico, principalmente para as atividades em água abertas. Isso inclui não só uma capacidade de realização dos exercícios inclui também uma boa saúde do sistema de cárdio respiratório. Durante o mergulho técnico, suas habilidades são requeridas o tempo todo, e realizar as manobras sem dificuldade ajuda a manter a calma. É muito importante manter o padrão, isso faz com que você seja sempre eficiente na realização da atividade. Planejar seu mergulho e mergulhar o planejado é a Lei do Mergulho Técnico. Planejar um mergulho em equipe requer muito mais tempo, porém dessa forma o mergulho se torna muito mais seguro.
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Monday, September 12, 2011 at 6:15:00 PM

UNDERWATER ARCHAEOLOGY/ SCIENTIFIC DIVING / BRAZIL

MERGULHO CIENTÍFICO / ARQUEOLOGIA SUBAQUÁTICA
PROJETO DE ESTUDO DE SÍTIO DEPOSITÁRIO DA ENSEADA DA PRAIA DO FAROL DA ILHA DO BOM ABRIGO-SP
 
 
Quando falamos em Arqueologia Subaquática, geralmente a primeira idéia que vem à mente são os sítios de naufrágios, embora existam outros tipos não tão conhecidos: os sítios terrestres submersos, os sítios santuários e os sítios depositários.
Os sítios depositários são compostos de objetos perdidos ou descartados intencionalmente, como por exemplo, restos de alimentos, artefatos danificados ou mesmo resultado de uma necessidade de redução de peso em uma embarcação devido às tempestades, e estes sítios ainda são  muito pouco estudados.
Recentemente, pela primeira vez na história, a Marinha do Brasil enviou um oficial para formação acadêmica especifica em Arqueologia Subaquática: o Capitão-Tenente Ricardo dos Santos Guimarães. O seu projeto de mestrado foi desenvolvido junto ao Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e está inserido no âmbito do Programa Arqueológico do Baixo Vale do Ribeira que visa estudar os padrões de estabelecimento de seus habitantes a partir de pesquisas arqueológicas relativas, tanto à história antiga brasileira, quanto à história pós-conquistas. Financiado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) o Programa Arqueológico do Baixo Vale do Ribeira é coordenado pela arqueóloga e docente da Universidade de São Paulo (USP) Prof.a Dr.a Maria Cristina Mineiro Scatamacchia
Guimarães escolheu como tema de seu Projeto os sítios depositários existentes na Enseada da Praia do Farol da Ilha do Bom Abrigo, no litoral Sul do Estado de São Paulo.   
Conhecida desde os primeiros contatos de navegadores europeus, com águas austrais brasileiras, a Ilha do Bom Abrigo tornou-se um local de parada quase obrigatória para os navios que rumavam aos mares do sul, principalmente por oferecer ótimas condições de abrigo possuindo um excelente ancoradouro natural, protegido dos ventos e ondas, água potável e madeira. O diário da expedição de Martim Afonso de Sousa registra a presença deste comandante e sua tripulação na Enseada da Ilha do Bom Abrigo, em 1531, onde permaneceu abrigado por 44 dias.
A utilização do ancoradouro natural da Ilha do Bom Abrigo, ao longo do tempo, proporcionou a formação de um sítio depositário, composto pelos vestígios materiais perdidos ou descartados oriundos de embarcações que permaneceram fundeadas naquele local.
A partir do estudo da cultura material existente na Enseada do Bom Abrigo o pesquisador da USP pretende fazer inferências a respeito da utilização feita pelo homem desse espaço marítimo, que apesar de não edificado está socialmente constituído, e contribuir com a história da Ilha do Bom Abrigo que se encontra inserida no contexto histórico das navegações realizadas ao longo da costa sul paulista.
 
O Trabalho de Campo
 
Para a etapa de campo de seu Projeto, Guimarães reuniu um time já experiente em intervenções e pesquisas arqueológicas subaquáticas, composta por Flávio Calippo e Paulo Bava de Camargo (Doutorandos em Arqueologia Subaquática MAE-USP) além de Alvanir Silveira de Oliveira o “Jornada” (Diretor da NAUI Mercosul e responsável pela logística e planejamento dos mergulhos), e durante seis dias a equipe permaneceu embarcada no Albacora, barco de pesquisa cedido pelo Instituto Oceanográfico da USP como base de apoio para as pesquisas .
Partindo de pontos de anomalia registrados em pesquisas anteriores foram realizadas prospecções pontuais na busca de identificar e registrar a presença de cultura material na área submersa da Enseada. Áreas de sondagem também foram abertas visando constatar a presença de vestígios enterrados sob os sedimentos. Durante as prospecções foi empregada a técnica de círculos concêntricos assim como a de em linha direcional. Importante destacar que grande parte das prospecções foi realizada com mergulhador utilizando a técnica de apnéia, o que promoveu grande eficiência na identificação dos pontos de intervenção. Depois de identificados e marcados com sinalizadores de superfície, os pontos de interesse eram então verificados e explorados.
            Os achados foram registrados através de desenhos em prancheta e de fotografia subaquática, mas mantidos no local onde foram encontrados, contemplando a preservação in situ. Os locais contendo vestígios de interesse arqueológico foram georreferenciados por meio de uso de GPS e serão fruto de pesquisas futuras.
           
 
 
 
Alvanir Silveira de Oliveira “Jornada”
 
Training Representative NAUI World Wide
Diretor Presidente NAUI Mercosul
 
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